Como coordenamos uma Parada Geral com mais de 90 profissionais mobilizados em cinco estados do Brasil
A Parada Geral da Veracel em fevereiro de 2026
Em fevereiro de 2026, a Otus coordenou uma Parada Geral na Veracel, fábrica de celulose localizada no sul da Bahia, com mais de 90 profissionais mobilizados simultaneamente em campo, recrutados em cinco estados do Brasil. A equipe integrou elétrica, instrumentação, automação e mecânica sob a mesma gestão técnica, concluiu a execução dentro do prazo e não registrou nenhum acidente.
As frentes de trabalho cobriram áreas críticas da planta: secagem, pátio de cavaco, caustificação, linha de fibras, turbogerador, ETA e ETE. Dentro desse escopo, a equipe da Otus executou a automação do CDFilter como parte integrada da parada, sem necessidade de intervenção separada ou fornecedor adicional.
O desafio: escala, prazo e cinco estados
A Veracel precisava de um parceiro capaz de mobilizar, em tempo definido, uma equipe técnica de grande porte para atuar em diferentes frentes simultaneamente. Por isso, o processo de seleção avaliou não só capacidade técnica, mas também estrutura de recrutamento, logística de deslocamento e experiência comprovada em projetos de escala comparável.
Além disso, o escopo exigia integração entre quatro especialidades: elétrica, instrumentação, automação e mecânica. Ou seja, qualquer falha de coordenação entre equipes poderia comprometer o cronograma inteiro. Portanto, contratar um único fornecedor para as quatro áreas foi a decisão central para reduzir o risco de interface entre disciplinas.
A operação em números
- Mais de 90 profissionais mobilizados simultaneamente
- 5 estados de origem das equipes: Maranhão, São Paulo, Bahia, Espírito Santo e Paraná
- 15 dias de operação, entre preparativos e execução
- Disciplinas: elétrica, instrumentação, automação e mecânica
- Áreas atendidas: secagem, pátio de cavaco, caustificação, linha de fibras, turbogerador, ETA e ETE
- Normas aplicadas: NR-10, NR-12, NR-13, NR-18, NR-33, NR-35
- Resultado: execução dentro do prazo, zero acidentes
Como a Otus estruturou a mobilização
Em primeiro lugar, o recrutamento começou antes da execução. A Otus mapeou profissionais qualificados em diferentes regiões do Brasil, priorizando quem já tinha experiência em plantas industriais de grande porte e domínio das normas regulamentadoras aplicáveis.
Além disso, a equipe de gestão planejou a logística de deslocamento, alojamento e credenciamento como parte do escopo, não como detalhe operacional. Mobilizar mais de 90 pessoas de cinco estados diferentes sem estrutura de apoio própria representa, por si só, um risco real para o cronograma.
As equipes de elétrica, instrumentação, automação e mecânica responderam à mesma gestão técnica durante toda a execução. Dessa forma, a Otus coordenou os handoffs entre especialidades internamente, sem depender de alinhamento entre fornecedores distintos.
A execução: gestão integrada em campo
Durante a Parada Geral, a Otus manteve gestão técnica direta em todas as frentes. Ao longo da execução, mudanças de cronograma exigiram decisão rápida: a equipe ampliou o efetivo em campo e estendeu as jornadas noturnas para absorver o impacto sem comprometer a data de entrega.
Além disso, a Otus realizou o comissionamento integrado das quatro especialidades antes do startup, validando que elétrica, instrumentação, automação e mecânica funcionavam em conjunto conforme o projeto. Ou seja, a planta retomou a operação com todos os sistemas validados, sem pendências que pudessem gerar falhas nas semanas seguintes.
O resultado entregue
A Otus concluiu a Parada Geral da Veracel dentro do prazo previsto, sem registro de acidentes e com todos os sistemas comissionados antes da partida. Para a Veracel, isso significou retorno à operação no tempo planejado, sem extensão de parada e sem retrabalho pós-startup.
Para a Otus, esse projeto consolidou a capacidade de mobilização nacional em escala: mais de 90 profissionais de cinco estados, quatro disciplinas, 15 dias de execução e resultado dentro do que o cliente precisava.
O que esse case demonstra
Em primeiro lugar, que mobilização em escala nacional exige estrutura de recrutamento, logística e gestão que vai muito além de contratar profissionais. Além disso, que integrar elétrica, instrumentação, automação e mecânica sob um único fornecedor reduz o risco de interface e aumenta a coesão técnica da operação. Por fim, que conformidade com normas regulamentadoras não é consequência de uma boa execução: faz parte do planejamento desde o início.
Tem uma Parada Geral no horizonte?
Se a sua planta tem uma parada programada nos próximos meses, o momento de avaliar fornecedores é agora, não na véspera da execução. Fale com a Otus e avalie o escopo com quem já fez isso em escala.
Perguntas frequentes sobre Parada Geral Industrial
Quanto tempo dura uma Parada Geral industrial?
>>>>>>>>>>A duração varia conforme o porte da planta e o escopo definido. Paradas de menor porte costumam durar de 7 a 10 dias. Paradas de grande porte, como a executada pela Otus na Veracel, podem exigir 15 dias ou mais entre preparativos e execução. Por isso, o planejamento começa meses antes da data prevista de início, com definição de escopo, recrutamento e logística de deslocamento das equipes.
Quantos profissionais são necessários para uma Parada Geral de grande porte?
Depende do número de frentes simultâneas e das disciplinas envolvidas. Em plantas de celulose e papel com múltiplas áreas críticas operando em paralelo, é comum mobilizar entre 50 e mais de 100 profissionais. Na Parada Geral da Veracel em 2026, a Otus mobilizou mais de 90 profissionais de elétrica, instrumentação, automação e mecânica, atuando simultaneamente em sete frentes distintas.
O que define o prazo de uma Parada Geral? O prazo resulta do escopo técnico, do número de frentes em paralelo e da capacidade de mobilização do fornecedor. Além disso, imprevistos de campo, como mudanças de cronograma ou necessidade de escopo adicional, podem estender a parada quando o fornecedor não tem estrutura para absorver variações sem impacto no prazo. Por isso, a capacidade de ampliar efetivo e jornada em campo é um critério técnico relevante na escolha do parceiro de Parada Geral.
Por que contratar um único fornecedor para elétrica, instrumentação, automação e mecânica na Parada Geral? Quando disciplinas diferentes respondem a fornecedores diferentes, cada interface entre elas se torna um ponto de risco para o cronograma: divergências técnicas, retrabalho e disputas de responsabilidade aparecem com frequência no comissionamento. Um fornecedor que integra as quatro especialidades sob a mesma gestão técnica elimina essas interfaces e mantém a coesão técnica da operação do início ao fim da parada.
